Em três tempos a canção da cidade aberta entoa fofoca de pau, fazendo rir os leitores e as leitoras dessa cidade de dois FF: de Furtar e de Fuder.

Pela cidade de água brusca, água de meninos, águas claras, Joana escreve sobre Salvador já sem suas pedras portuguesas e sem o mercado do peixe. Pelas palavras irônicas, Joana contorna a cidade de cartão-postal pegando visão e largando o doce.

Ela tá na pixta feito prosa e dá a dica: enlargueça seu membro mais importante. Abra sua mente e folheei as dezenoves páginas pelo olhar fotográfico de Lígia Rizério e com a arte de Ana Clara.

Joana Rizério é jornalista. Também Djane. Também feminista. Também anarquista. Também socialista. Também faz cinema. Também causa. É pegar ou largar, é a sua primeira deixa. Foi um amigo seu do Rio Grande do Sul que lhe disse: seus textos são geniais. E bancou o livro. Sem editora, sem registro, artesanalmente, Joana fez o livro. Lançou em agosto de 2015 e promete em breve lançar o próximo.

Nessa pegada beat/marginal, Joana traz Torquato Neto e Walt Whitman na sua corcunda. Pede licença e uma coluna que possa erigir sua espinha e trazer tranquilidade para a mente e o coração.

E por falar em coração, é por ele que pulsam as palavras conjugadas no verbo Joana. E por falar em mente, ela não aperta, enlarguece.

Acho que o senhor e a senhora estão diante de uma oportunidade. É pegar ou largar.

Maíra Castanheiro

Salvador, 4 de outubro de 17

01h06


 

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